Dados na educação corporativa: importância e como usar

Sabemos que implementar ações de educação corporativa não é uma tarefa fácil. Garantir a participação e engajamento dos colaboradores, assim como a relevância dos conteúdos, faz parte do dia a dia do setor de RH. É nesse contexto que a utilização de dados na educação corporativa entra em cena.

O uso de dados torna a área de Treinamento e Desenvolvimento (T&D) mais estratégica. Afinal, em um mundo de negócios cada vez mais competitivo, tomar decisões baseadas em intuição ou tradição não é mais suficiente. É preciso ter evidências, e os dados fornecem exatamente isso.

Por isso, neste artigo, você vai entender a importância dos dados na educação corporativa e como utilizá-los para embasar decisões estratégicas.

Boa leitura!

A importância dos dados na educação corporativa 

Em primeiro lugar, vamos entender por que os dados são tão importantes na educação corporativa.

Sua utilização está totalmente relacionada a abordagem de RH data-driven. 

Isso significa usar informações concretas para entender o que funciona, o que não funciona e, mais importante, por quê. Trata-se de conectar os pontos entre o aprendizado, o desempenho individual e os objetivos gerais da empresa.  

Além disso, no contexto de T&D, as empresas que aproveitam o poder dos dados conseguem criar programas de aprendizagem mais eficazes, personalizados e com impacto mensurável.  

Entenda mais sobre as vantagens do uso de dados na educação corporativa: 

Tomada de decisão estratégica 

Por muito tempo, as decisões sobre treinamentos foram baseadas em solicitações de gestores, tendências de mercado ou simplesmente na repetição do que foi feito no ano anterior. No entanto, os dados mudam completamente esse cenário.  

Com uma análise cuidadosa, é possível: 

Identificar gaps de competência  

Em vez de supor quais habilidades estão faltando, a análise de dados de avaliações de desempenho, feedbacks 360 graus e métricas de produtividade pode apontar com precisão onde estão as lacunas.  

Por exemplo, se os dados de satisfação do cliente (CSAT) mostram uma queda relacionada ao tempo de resolução de problemas, isso indica uma necessidade clara de treinamento em processos ou habilidades técnicas para a equipe de suporte, em vez de um treinamento genérico de atendimento. 

Alinhar T&D com objetivos de negócio 

Além disso, ao conectar as iniciativas de treinamento a indicadores-chave de performance (KPIs) de negócio, o T&D demonstra seu valor estratégico.  

Se a meta da empresa é expandir para um novo mercado, os dados podem ajudar a identificar quais equipes precisarão de treinamento em idiomas, cultura local ou novas regulamentações.  

Esse é o ponto central do people analytics: usar dados de pessoas para resolver problemas de negócio. 

Personalização do aprendizado 

Programas de treinamento “tamanho único” raramente funcionam para todos.  

Afinal, cada colaborador tem um estilo de aprendizagem, um ritmo e um nível de conhecimento prévio diferente.  

Nesse sentido, os dados permitem uma personalização em escala, o que aumenta drasticamente o engajamento e a retenção do conhecimento. 

Plataformas de aprendizagem LXM, como a Plantar Educação, coletam dados sobre como os usuários interagem com o conteúdo: informações como o tempo gasto em um módulo, as pontuações em testes e os tópicos mais revisitados podem ser usadas para criar trilhas de aprendizagem adaptativas.  

Assim, um colaborador que demonstra dificuldade em um conceito específico pode receber automaticamente materiais de reforço, como vídeos ou artigos, enquanto outro que domina o assunto pode avançar para tópicos mais complexos. 

Em resumo, os dados ajudam a garantir que o conteúdo certo seja entregue à pessoa certa, no momento certo. 

Medição de ROI e eficácia 

Um dos maiores desafios do T&D sempre foi provar seu retorno sobre o investimento (ROI). 

Afinal, como quantificar o impacto de um treinamento de liderança ou de comunicação? A resposta está no uso inteligente de métricas de aprendizagem e na correlação com dados de negócio. 

Para isso, é preciso ir além das métricas de vaidade. 

Taxas de conclusão e notas em testes são importantes, mas são apenas o começo. Um RH data driven busca métricas mais profundas, como a aplicação do conhecimento no trabalho (medida por observação ou autoavaliação),a mudança de comportamento (verificada em avaliações de desempenho) e, finalmente, o impacto nos resultados de negócio. 

Além disso, os dados possibilitam a demonstração do valor financeiro da aprendizagem corporativa. 

Imagine que, após um treinamento de negociação para a equipe comercial, a empresa observe um aumento de 10% na taxa de conversão de propostas, por exemplo.  

Ao cruzar os dados de participação no treinamento com os dados de vendas do CRM, é possível calcular um ROI claro, justificando o investimento e garantindo orçamento para futuras iniciativas. 

Otimização de recursos 

Ainda nesse sentido, os dados são a melhor ferramenta para garantir que cada real seja investido da forma mais inteligente possível. Afinal, o orçamento de T&D é quase sempre limitado.  

Assim, ao analisar a eficácia de diferentes programas e formatos, a equipe de RH pode descontinuar programas ineficazes e investir no que funciona, otimizando seus recursos. 

Previsão de necessidades futuras 

Uma abordagem baseada em dados não serve apenas para analisar o passado, mas também pode ser usado para prever o futuro.  

Ao combinar dados internos sobre as competências dos colaboradores com dados externos sobre tendências de mercado e tecnologias emergentes, as empresas podem se preparar para os desafios do amanhã. 

Por exemplo, se a análise de mercado indica que a inteligência artificial se tornará crucial para uma determinada função nos próximos três anos, o T&D pode começar a desenvolver programas de capacitação proativamente, garantindo que a empresa tenha os talentos necessários quando a demanda surgir, em vez de reagir tardiamente à mudança. 

Como usar os dados na educação corporativa 

Entender a importância dos dados é o primeiro passo. O segundo, e mais desafiador, é colocá-los em prática.  

Construir um processo robusto para usar dados na educação corporativa envolve um ciclo contínuo de definição, coleta, análise e ação. 

Saiba mais sobre esse ciclo: 

1. Definição de objetivos e KPIs 

Tudo começa com uma pergunta clara.  

Em primeiro lugar, entenda qual problema de negócio você está tentando resolver ou qual objetivo estratégico quer alcançar. 

A meta é reduzir o turnover de novos contratados? Aumentar a produtividade da equipe de produção? Melhorar as avaliações de liderança? O objetivo de negócio deve guiar toda a sua estratégia de dados. 

Uma vez definido o objetivo, determine quais KPIs ou métricas de aprendizagem indicarão o sucesso. 

Por exemplo, se o objetivo é reduzir o turnover nos primeiros 90 dias, os KPIs podem ser: tempo para atingir a produtividade plena, notas nas avaliações de 30/60/90 dias e, claro, a taxa de retenção nesse período. 

2. Coleta de dados 

Com os objetivos e KPIs definidos, o próximo passo é identificar as fontes de dados e coletá-los de forma consistente.  

Esses dados devem incluir, por exemplo, a taxa de conclusão de cursos, avaliações de desempenho formais, métricas de satisfação do cliente, pesquisas de clima, entre outros. 

3. Análise e interpretação 

Apenas coletar os dados não é suficiente. Afinal, dados brutos não dizem muita coisa.  

A transformação acontece na fase de análise, quando você começa a conectar os pontos e a extrair insights. 

Entenda como fazer isso: 

Procure por correlações 

A análise mais importante é aquela que cruza diferentes fontes de dados.  

Existe uma correlação, por exemplo, entre os colaboradores que concluíram o treinamento avançado de Excel e aqueles que recebem as melhores avaliações de desempenho em funções analíticas? A participação no programa de bem-estar está ligada a uma redução no absenteísmo? 

Segmente os dados 

Não analise apenas as médias gerais. Segmente os dados por departamento, cargo, tempo de casa ou gestor.  

Você pode descobrir que um treinamento funciona muito bem para a equipe de vendas, mas é ineficaz para a de marketing, por exemplo, o que exige uma abordagem diferente. 

Use ferramentas de visualização 

Planilhas complexas podem ser difíceis de interpretar.  

Por isso, use dashboards e gráficos para visualizar os dados.  

Uma visualização clara torna muito mais fácil comunicar os achados para os stakeholders e para a liderança. 

4. Aplicação dos insights 

Por fim, é importante aplicar os aprendizados obtidos a partir dos dados. 

Nessa etapa, os insights gerados devem ser usados para refinar e melhorar continuamente a estratégia de educação corporativa, por meio de iniciativas como: 

Ajuste no conteúdo e formato 

Se os dados mostram que um módulo específico de um curso online tem uma taxa de abandono de 80%, por exemplo, é um sinal claro de que ele precisa ser revisto. Talvez seja muito longo, confuso ou irrelevante.  

A partir dos feedbacks, é possível identificar os pontos de melhoria e realizar os ajustes para aumentar o engajamento e retenção.  

Personalização da experiência 

Com base nos dados de desempenho, crie programas de desenvolvimento individualizados.  

Colaboradores de alto potencial podem receber coaching executivo, enquanto outros podem precisar de reforço em habilidades fundamentais. 

Melhoria contínua 

O uso de dados na educação corporativa não é um projeto com início, meio e fim, mas um ciclo contínuo. 

Use os resultados de uma iniciativa para embasar a próxima, aprendendo e otimizando constantemente sua estratégia. 

Conclusão 

Como vimos, a utilização de dados na educação corporativa é o caminho para criar uma equipe mais capacitada, engajada e alinhada com os objetivos estratégicos da organização.  

Assim, ao adotar uma mentalidade de RH data driven com os parceiros certos, as empresas podem transformar seus programas de treinamento em um motor de crescimento e vantagem competitiva. 

Na Plantar Educação, você conta com dashboards e relatórios completos sobre a aprendizagem dos colaboradores, o que possibilita a tomada de decisões estratégicas, que gerem valor para o profissional e para todo o negócio. 

Clique aqui e transforme a educação corporativa da sua empresa hoje mesmo.

Por:
Jornalista pela Universidade Federal de Goiás e apaixonada por ouvir e contar histórias, busca ajudar a construir o futuro do agronegócio com informações relevantes e de qualidade.
Receba nossas sementes de conhecimento toda semana!
compartilhar

Compartilhe este conteúdo em: