Como o burnout afeta a saúde mental no ambiente de trabalho

Bornout digital

Você é daqueles que mal acordou e já está olhando as redes sociais? Ou é do tipo que almoça olhando o celular? Então saiba que o burnout digital precisa ser algo para ficar no seu radar!

Provavelmente você já teve conhecimento da síndrome de burnout ou síndrome do esgotamento, que está associada ao acúmulo excessivo de trabalho. No entanto, é interessante destacar que o burnout também pode estar relacionado ao uso da tecnologia, principalmente das redes sociais.

E é isso que chamamos de burnout digital. 

Durante o período de quarentena, as redes sociais desempenharam um papel fundamental ao permitirem que nos mantivéssemos conectados com amigos e familiares, facilitando também a realização de aulas remotas e contribuindo para a continuidade de negócios. 

No entanto, todos esses benefícios também nos tornaram ainda mais dependentes da tecnologia, o que aumentou os casos de esgotamento relacionados às redes sociais e à tecnologia como um todo.

Se você se pega constantemente atualizando suas redes sociais, verificando seu celular e experimentando sentimentos de ansiedade ou tensão quando precisa se afastar das notificações, é possível que esteja sofrendo desse esgotamento sem sequer perceber.

E embora possa acometer de estudantes a aposentados, é no meio profissional que o burnout digital tem encontrado ambiente propício para se instalar. Vamos entender melhor?

O que é burnout digital?

Enquanto o burnout convencional está relacionado a situações de impotência, desânimo, negatividade e exaustão no contexto geral do trabalho, o burnout digital engloba o esgotamento ligado à “infoxicação”, ou seja, a sobrecarga mental causada pelo excesso de informações digitais.

Segundo especialistas, identificar corretamente o burnout digital não é uma tarefa fácil. Além de ser um fenômeno relativamente recente e não possuir uma definição oficial na literatura médica, ele compartilha semelhanças com outras condições relacionadas a hábitos prejudiciais no uso de dispositivos digitais, como a nomofobia (medo irracional de ficar sem o celular).

E a fadiga digital?

A fadiga digital ainda é um conceito novo para o RH, porém os sintomas estão cada vez mais presente

Ela é caracterizada pela sensação de esgotamento devido ao esforço contínuo e à sobrecarga de estímulos virtuais que enfrentamos diariamente. Um exemplo disso são as chamadas online para reuniões.

O esgotamento causado pela fadiga digital também está relacionado à quantidade de energia mental consumida durante as interações online. 

Nossas habilidades sociais estão treinadas para interpretar diversos sinais não verbais, mas no ambiente digital muitos desses sinais se perdem. Além disso, somos constantemente bombardeados com distrações e informações.

Além disso, considerando o ambiente de trabalho, a falta de contato pessoal também resulta em relações mais distantes e enfraquece o sentimento de pertencimento. 

Nesse cenário, as conversas informais, o cafezinho no fim da tarde e até a troca de ideias no trabalho são reduzidas ou inexistentes. Todos esses fatores podem afetar diretamente ou indiretamente a imagem de marca empregadora das empresas.

Impactos do esgotamento no ambiente de trabalho

Quando relacionado ao ambiente de trabalho, o burnout digital está frequentemente associado à falta de energia e de memória, déficit de atenção, ansiedade, distúrbios do sono, fadiga e dores no corpo. 

Além disso, pode desencadear um ciclo vicioso, no qual a privação de sono leva à irritabilidade e ansiedade, que, por sua vez, provocam medo. 

Esse temor impulsiona o impulso de verificar mensagens, redes sociais e feeds de notícias, resultando em mais interrupções no sono. E assim como o burnout tradicional, isso compromete a produtividade e a motivação no trabalho.

Alguns dos impactos do burnout digital no ambiente de trabalho são:

  • Aumento de erros;
  • Diminuição de produtividade;
  • Desmotivação e descrença;
  • Conflitos entre colegas;
  • Sobrecarga de trabalho;
  • Baixo desempenho.

Como evitar com o cansaço profissional? 

O primeiro passo para lidar com a exaustão que causa a Síndrome de Burnout e a Fadiga Digital é entender o perfil dos colaboradores e identificar os sintomas citados.

Afinal, um estudo produzido pela Fiter mostrou que 63% dos 101 entrevistados relacionam o excesso de exposição a dispositivos eletrônicos a sentimentos de estresse e ansiedade. E 77% afirmaram que a maior quantidade de tempo em frente à tela acontece no trabalho. 

Sendo assim, vamos apresentar algumas estratégias para evitar essas situações:

Humanize a cultura corporativa

A cultura corporativa desempenha um papel fundamental em qualquer iniciativa voltada para os colaboradores, sendo essencial estabelecer de maneira transparente os valores da empresa. A partir desse ponto, é importante considerar como esses valores impactam a vida dos funcionários, abrangendo aspectos como empatia, flexibilidade, transparência e valorização.

Incentive o cuidado com a saúde física e mental 

A saúde mental desempenha um papel crucial na prevenção da fadiga digital e da síndrome de burnout. Portanto, ter uma política de saúde mental e bem-estar bem definida ajudará as empresas a reduzir a exaustão dos colaboradores.

Nesse sentido, o departamento de Recursos Humanos pode propor iniciativas como rodas de conversa, palestras e até mesmo oferecer serviços de atendimento psicológico. 

É importante manter um diálogo sempre aberto e acolhedor, demonstrando genuíno interesse pela saúde mental dos colaboradores e mostrando que a empresa se preocupa verdadeiramente com o seu bem-estar.

Tenha controle sobre a carga de trabalho

Conforme mencionado, uma das principais causas da síndrome de burnout é o acúmulo excessivo de trabalho. Portanto, é crucial que o departamento de Recursos Humanos oriente os gestores sobre a importância de distribuir as atividades de forma equilibrada, de modo que todos possam manter uma rotina saudável em termos de demandas e entregas.

Estimule e ofereça momentos de descontração

Nesse contexto, é válido considerar maneiras de tornar a rotina de trabalho mais leve e enfatizar aos colaboradores a importância de relaxar e praticar exercícios. 

No ambiente de trabalho, a implementação de ações como ginástica laboral, massagens e meditação coletiva pode ser interessante. Além disso, momentos de descontração entre os funcionários, como pausas para café, comemorações e happy hours, são formas de prevenir a exaustão no trabalho.

Estabeleça limites entre o profissional e o pessoal

Esse fator também está diretamente relacionado à fadiga digital e à síndrome de burnout. 

Conforme observamos, os profissionais enfrentam cada vez mais dificuldades para se desconectar do trabalho e estabelecer um equilíbrio saudável entre a vida profissional e pessoal. 

Para resolver essa questão, é fundamental compreender as necessidades individuais de cada colaborador e as expectativas que a empresa deposita sobre eles. Trabalhar além do horário regular deve ser sempre uma exceção, e não a regra.

A fadiga e o burnout digital, estimuladas pela exaustão dos funcionários, é um problema cada vez mais recorrente dentro das organizações. Porém, com os recursos e estratégias certas, é possível contornar o cansaço e o excesso de trabalho para promover um ambiente mais saudável e amigável.

Agora que você já sabe como lidar com o burnout digital na sua empresa, continue acompanhando o blog da Plantar Educação para mais conteúdos como esse! 

Por:
Pai, filho, educador e apaixonado por inovação! Graduado em Gestão de Tecnologia da Informação com MBA em Liderança e Gestão Empresarial. Já são mais de 20 anos com atuação em empresas ligadas ao Agronegócio nas áreas de gestão, consultoria e educação corporativa.
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