Qual é a diferença entre upskilling, reskilling e lifelong learning?

upskilling, reskilling e lifelong learning

As equipes de aprendizagem e desenvolvimento (T&D) sempre tiveram dois objetivos principais: 1. Equipar os trabalhadores com as habilidades que precisam para fazer os trabalhos que têm agora e 2. Equipar os trabalhadores com as habilidades necessárias para avançar em suas carreiras e atender às necessidades da organização. Por isso o Upskilling, Reskilling e Lifelong Learning se tornam tão importantes! 

Isso porque, 75 a 375 milhões de trabalhadores, ou seja, cerca de 3% a 14% da força de trabalho mundial, terão que mudar de carreira até 2030 devido à automação, inteligência artificial e digitalização, segundo o estudo da McKinsey Global Institute.

É por isso que recorrer a estratégias de requalificação e requalificação não é apenas uma opção hoje, mas mais uma necessidade se você deseja manter seu currículo relevante e se destacar no mercado de trabalho em constante mudança.

Então, vamos entender melhor o que significa Upskilling, Reskilling e Lifelong Learning e quais as principais diferenças? Acompanhe! 

O que é Upskilling e Reskilling?

Se buscarmos o entendimento de forma literal, o significado traduzido dessas tendências, são:

  • Upskilling – up (acima, subir, escalar) skilling (treinar habilidades);
  • Reskilling –reskilling (requalificação).

Ou seja, Upskilling corresponde ao aprimoramento de alguma habilidade ou conhecimento já existente. Enquanto Reskilling significa muito mais do que apenas requalificar, o conceito expressa sobre aprender novas habilidades a fim de tornar-se apto a realizar um trabalho diferente.

Como aplicar Reskilling e Upskilling na sua empresa

Novas formas de aprendizado e desenvolvimento de profissionais ganharam espaço no meio corporativo. E para colocar em prática, você pode começar seguindo 3 passos principais que reunimos. Confira: 

  1. Faça o mapeamento das habilidades: faça o mapeamento das habilidades necessárias para que as equipes caminhem rumo a esse objetivo. E não se limite apenas às tarefas básicas ou as que envolvem tecnologia;
  2. Crie uma rotina de treinamento e desenvolvimento: é essencial entender quais equipes se beneficiarão de cada nova habilidade. Ao reunir as habilidades em “skill pools” fica mais simples visualizar o que é preciso ser desenvolvido em cada área;
  3. Escolha as ferramentas certas: o RH não precisa – nem deve – organizar, montar um plano e ir atrás de dezenas de especializações sozinho. Por isso, conte com a ajuda da tecnologia. 

E o que é Lifelong Learning?

“Lifelong learning” ou “eterno aprendizado”, na tradução para o português, é a capacidade de aprender, desaprender e reaprender, como disse o pensador Alvin Toffler. Para ele, pessoas que não contarem com essa flexibilidade para assimilar um novo ofício, serão os analfabetos do século XXI.

Na prática, o lifelong learning pressupõe que nunca é cedo ou tarde demais para aprender algo novo – e, no que diz respeito ao mercado, essa mentalidade está alinhada às demandas corporativas.

Mas qual a importância para a carreira?

Na carreira, assim como no mercado, ganha quem consegue entregar o melhor resultado, certo? Sabemos, então, que só quem não deixa de aprender consegue manter a qualidade do trabalho ao longo dos anos.

Ao adotar uma postura de lifelong learning, assumindo que é preciso se reinventar com disposição e regularidade, você se compromete com o desenvolvimento de competências e aumenta as chances de ter uma carreira brilhante! 

Como aplicar na prática?

A essa altura, você provavelmente já está convencido de que o lifelong learning é o caminho correto para alavancar sua carreira, certo? 

Por isso, reunimos também algumas dicas para você colocar em prática na sua empresa. Vamos lá?

  • Invista em cursos de qualificação: ao se qualificar, você aprofunda conhecimentos e ganha novas experiências, preparando-se para posições que exigem mais responsabilidades;
  • Fique atento às tendências do mercado: a cada nova tecnologia, por exemplo, cabe explorar o potencial de otimização e a eventual viabilidade de implantação;
  • Identifique os principais pontos de melhoria: revisar suas competências é, sem dúvidas, a melhor forma de identificar quais são os principais pontos de melhoria. Com esse tipo de insight em mãos, o próximo passo é traçar um plano ambicioso de melhoria, ajustando as arestas da sua trajetória.

Por que aplicar os conceitos de Upskilling, Reskilling e Lifelong Learning em minha empresa?

Agora que você já sabe o que significa cada um, quais seus benefícios para a empresa e como aplicar, vamos entender melhor como você pode se beneficiar como um todo. Inclusive, repassando cada um dos aprendizados para os membros da sua equipe. 

As ações voltadas sobre estes três conceitos, podem ser levados a profissionais diretos e até mesmo profissionais terceirizados, por exemplo em uma necessidade de adequação da equipe aos novos tempos ou prioridades que são exigidas em algum momento.

Desta forma, muitas vezes, um profissional que presta serviços para o seu negócio, seja em qualquer setor, torna-se mais produtivo e interessante para a organização quando recebe uma oportunidade de aprimoramento ou de aprender uma nova atividade para um novo setor.

O importante é não deixar de lado o investimento no desenvolvimento de habilidades dos profissionais, independente da fase que esteja sua empresa, combinado? 

Bônus: como criar um plano de requalificação profissional?

Como vimos, é de extrema importância investir nas habilidades certas para se tornar um profissional de sucesso. 

Mas como fazer isso de maneira inteligente e focada? 

Para te ajudar, reunimos, aqui, algumas dicas para criar um plano de requalificação profissional. Confira:

Estabeleça objetivos de trabalho

A primeira pergunta que você deve se fazer é o que você quer alcançar com este treinamento. 

Quer se sentir melhor preparado para desempenhar seu trabalho atual ou está procurando uma promoção na sua empresa? Gostaria de mudar de carreira e procurar novas oportunidades de trabalho? Essas perguntas podem ajudar a identificar em qual treinamento focar. 

Portanto, se sua resposta se encaixar no primeiro cenário, você deve desenvolver um plano de qualificação, enquanto se estiver mais alinhado com o segundo caso, deve optar pela requalificação. 

Analise os pontos fortes e fracos atuais

É essencial analisar o seu ponto de partida, ou seja, você precisa avaliar em quais habilidades você já se destaca, quais têm espaço para melhorias e quais novas habilidades você pode adquirir. 

Estude as lacunas de conhecimento existentes: a seguir, compare seu perfil profissional atual com as demandas do mercado. 

Por exemplo, você pode não ser um grande comunicador, mas isso pode não ser necessário no trabalho, então é melhor concentrar seus esforços em uma habilidade diferente que seja mais essencial para o trabalho que você gostaria de fazer. 

Aplique o novo conhecimento

Sabemos que a melhor maneira de aprender uma nova habilidade é colocá-la em prática. 

Portanto, não se limite apenas a participar de um curso de treinamento – procure a oportunidade de aplicar suas habilidades recém-descobertas por meio de estágios, novas oportunidades de trabalho ou networking. 

Cultive uma abordagem de aprendizagem

Certifique-se de revisar e atualizar periodicamente seu plano. Não se esqueça de que as demandas do mercado estão em constante mudança e você precisa estar pronto para enfrentá-las. 

Agora que você já sabe o que é Upskilling, reskilling e lifelong learning, continue acompanhando o blog da Plantar Educação e fique por dentro de todas as novidades corporativas! 

Por:
Pai, filho, educador e apaixonado por inovação! Graduado em Gestão de Tecnologia da Informação com MBA em Liderança e Gestão Empresarial. Já são mais de 20 anos com atuação em empresas ligadas ao Agronegócio nas áreas de gestão, consultoria e educação corporativa.
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